Goleiro acumula grandes atuações e números de destaque, que já o colocam entre os principais arqueiros da história do clube
Os dados de Carlos Miguel com a camisa do Palmeiras já colocam o início do goleiro entre os melhores começos de um arqueiro no clube e também entre os principais desempenhos da própria história do Verdão. Em pouco tempo, o jogador se firmou como peça fundamental de um time que vive grande fase na temporada.
Desde que chegou ao Verdão, em 2025, são 36 partidas, com 23 vitórias, 7 empates e apenas 6 derrotas. Em quase metade delas (17), saiu de campo sem sofrer gols, além de ter sido vazado apenas 26 vezes, média de 0,72 por jogo.
Atualmente, esse número o coloca como o terceiro goleiro com menor média de gols sofridos na história do Palmeiras, considerando atletas com, pelo menos, dez jogos pelo clube. Carlos Miguel fica atrás apenas do paraguaio Benítez, que teve média de 0,54 (13 gols sofridos em 24 jogos, em 1978), e de Gato Fernández, com 0,62 (22 gols em 35 partidas, em 1994), superando o ídolo Weverton, que tem média de 0,73 (331 gols sofridos em 454 jogos).
“É legal saber desses número e fico feliz porque é sinal que o trabalho está sendo bem feito. Desde que cheguei ao Palmeiras, sempre fui muito bem tratado por todos e procurei trabalhar forte para aproveitar cada oportunidade e ajudar o time dentro de campo. Os números são consequência de um trabalho coletivo muito sólido porque o nosso grupo é bem qualificado e todo mundo sabe o que quer. Para conquistarmos os objetivos coletivos, todo mundo precisa se ajudar e é isso o que acontece aqui, sem vaidade e com muita determinação. Além disso, os profissionais que trabalham no clube são de altíssimo nível e isso é fundamental para a evolução de todos os atletas”, afirmou o camisa 1.
Na atual temporada, o desempenho é ainda mais expressivo. Em 24 jogos, Carlos Miguel soma 19 vitórias, 4 empates e somente uma derrota, com 10 partidas sem ser vazado. O goleiro ainda defendeu um pênalti e sofreu apenas 16 gols, o que resulta em uma média de 0,66.
Além dos números expressivos, Carlos Miguel vem sendo constantemente reconhecido de forma individual pelas atuações decisivas. O goleiro já foi eleito o melhor em campo em três rodadas do Brasileiro: duelos com o Fluminense, Atlético-MG e Corinthians, além de ter recebido o mesmo reconhecimento em duas partidas do Campeonato Paulista, diante do Novorizontino, na final, e outra vez no Derby. Para coroar a grande fase, o camisa 1 ainda foi eleito o melhor goleiro do Estadual e entrou para a seleção do torneio.
As boas atuações do arqueiro têm sido decisivas, especialmente nos duelos do clube na Libertadores deste ano e também em outros jogos-chave, como no clássico contra o Corinthians, no Brasileiro, quando evitou um resultado negativo mesmo diante de um adversário com dois jogadores a menos, e na final do Paulista, quando defendeu e penalidade no confronto de ida contra o Novorizontino, na Arena Barueri.
Como consequência, na atual temporada, o Palmeiras conquistou o Paulistão, lidera o Campeonato Brasileiro, com 29 pontos, seis a mais do que o vice-líder Flamengo, e ocupa a primeira colocação do Grupo F da Libertadores, com uma vitória e um empate.
“A sequência de jogos está sendo intensa e será assim até a parada para a Copa do Mundo, mas o nosso grupo é grande, conta com grandes jogadores e está muito bem preparado. A gente sabe da responsabilidade de manter esse nível em todas as competições e seguir evoluindo. O mais importante é continuar contribuindo para as vitórias e ajudar o time a ganhar mais títulos”, ressaltou o goleiro, que, rapidamente, assumiu a titularidade e se consolidou como referência técnica da equipe comandada por Abel Ferreira.
Com Carlos Miguel em campo, o Palmeiras volta a campo nesta quinta-feira para realizar a partida de estreia do clube na Copa do Brasil, diante da Jacuipense, no Allianz Parque.
“É mais uma competição importante pra nós. Sabemos que cada jogo exige o máximo, especialmente em mata-mata, e estamos preparados para fazer uma grande estreia diante do nosso torcedor, que sempre lota o estádio e nos apoia do começo ao fim. Essa força vinda da arquibancada é sempre fundamental para nos empurrar, principalmente em confrontos eliminatórios”, finalizou.
